Depoimento

Por Jaqueline, namorada do Lucas

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O amor em palavras

“O Lucas não faz parte só da minha vida. Ele é marcado bem no fundo da minha alma, ele mora e vive em mim.”

Tudo começou por um grupo de whatsapp, que reunia tanto os meus amigos quanto os do Lucas. Era pura zoeira e brincadeira, até que começou a surgir um certo “cheiro de romance” no ar entre nossos amigos, e eu, claro, não pude resistir – o nome do grupo foi alterado para “Rola ou Enrola!” E funcionava mais ou menos como no programa da Eliana. Conversa vai, conversa vem, e então eu fui o alvo de zoeira. Os meninos enchiam a tela com a frase “Jaque e Lucas” e vários corações coloridos. Eu não levava a sério, mas como eu não sabia quem era Lucas, tive a curiosidade de ver o contato e tive uma pequena pontada no coração (no sentido figurado). Olhei aquela foto e logo pensei: “Poxa, o menino deve ter uns quatorze anos de idade, e esses moleques ficam zombando do coitado”. Logo em seguida, com o coração partido, escrevi uma mensagem a ele dizendo que eu sentia muito por ele estar sendo zoado, e que ele nem tinha idade para essas “coisas de namoro”. Demorou um pouco para ele responder, mas depois voltou para o grupo. O estranho é que as mensagens do Lucas eram raras! Eu me perguntava como um menino de quatorze anos estava em um grupo chamado Rola ou Enrola e aguentava ser zoado, além de não responder a ninguém. No fim do dia, ele respondeu a minha mensagem de desculpas com uma frase enorme de risadas; fiquei até sem graça, mas logo veio a segunda mensagem: “tenho 21 anos”. No mesmo instante, acho que arregalei os olhos, curvei a cabeça levemente para a direita e fiquei chocada. Lá estava eu, mais uma vez passando vergonha. Desde então, todos os dias a gente se falava, mas tudo ficou muito melhor depois que contei o livro ‘’O Theorema Katherine’’ inteiro para ele por meio de uns seis ou sete áudios. Ele dizia que gostava de ouvir a minha voz, e que ficava ouvindo os áudios toda hora – e ainda me prometeu que iria comprar o livro para ler, mas essa promessa não foi cumprida até hoje – era o puro romance no ar que estava circulando sobre nós. Não demorou muito e eu o convidei para assistir minha apresentação de TCC, em uma quinta-feira, na primeira semana de dezembro. Ele foi. Eu estava conversando com uma amiga, quando escutei o Pedro, meu amigo e irmão do Lucas, gritando pelos corredores “O namorado da Jaque chegou! O namorado da Jaque chegou!” Fiquei mais envergonhada do que o normal, e meu primeiro impulso, assim que o Lucas entrou pela porta da sala onde eu e minha amiga estávamos, foi o de entrar embaixo da mesa dela e segurar em suas pernas. Eu pude ver o rubor no rosto dele – era uma pele tão branquinha! – até que voltei ao planeta quando a Carol, minha amiga, me puxou e disse para eu ir falar com ele. Eu tinha todo o direito de sentir vergonha, nunca tinha ficado com ninguém! Mesmo assim cumprimentei o Lucas e fui para o banheiro ver como eu estava. Nesse meio segundo sem estar na presença dele, o meu amigo Bruno, que também é amigo dele, disse que era para eu ir logo conversar com ele porque ele queria ir embora. Fiquei tão chateada, mas mesmo assim corri para o final do corredor de onde se via uma mata muito bonita e tranquila. Então ele veio em minha direção, e começamos a conversar sobre tudo, inclusive marcas de celular e Hopi Hari. Quando deu umas sete horas, nós descemos para o ponto de ônibus. Eu estava cheia de sacolas com os brinquedos que tinha usado na apresentação, e meu pé estava terrivelmente dolorido por conta do salto alto. Ele percebeu e me ajudou a carregar as coisas. Assim que chegamos ao ponto de ônibus, sentei no banco, estava tão cansada que mal via a hora de chegar em casa. Foi então que pintou um certo clima… o céu estava tão estrelado, era uma noite maravilhosa, e o Lucas fez a gente perder quatro ônibus, com a explicação: “Eu não sairia daqui sem te beijar”. Aquela noite foi como uma dose de felicidade que eu precisava tomar havia muito tempo, e depois disso a gente já não conseguia ficar longe um do outro. Não foi uma “ficada”, era uma coisa bem mais intensa que isso. Depois aconteceu a minha formatura, onde a gente se viu e eu conheci os pais dele. Infelizmente, como as coisas não acontecem como queremos, chegamos a ficar duas semanas sem nos vermos. Minha mãe não sabia nada do que tinha acontecido naquele dia da apresentação, e eu tinha certeza de que, se soubesse, as coisas não ficariam bem comigo. Foi então que o Lucas tomou a decisão de ir até a minha casa – moramos no mesmo bairro – e pedir para conversar comigo. Eu senti um frio na barriga inexplicável, era uma sensação muito difícil de descrever. Demos a volta no quarteirão, ele parou em uma esquina próxima a minha casa e me perguntou se eu queria continuar com ele. Eu não consegui me segurar e desaguei no aconchego do abraço dele, dizendo que eu tinha medo de arriscar, mas também tinha medo de perdê-lo. Mais uma vez nos beijamos, e eu voltei para casa. Minha mãe me encheu de perguntas sobre ele, e quando menos esperávamos, lá estava o Lucas de novo, acompanhado de toda a família, pais e irmãos, dizendo que queria conversar com minha mãe e meu padrasto. E foi nessa noite que ele pediu minha mão em namoro e propôs tudo o que queria comigo. Na mesma semana compramos as alianças, datadas em 21/12/2014, e graças a Deus estamos juntos até hoje, cada vez mais apaixonados e pertencendo um ao outro. Eu não poderia escolher pessoa melhor, foi o que eu pedi e foi o que eu recebi. O Lucas não faz parte só da minha vida. Ele é marcado bem no fundo da minha alma, ele mora e vive em mim. Eu só tenho a agradecer por ele estar do meu lado desde então, tanto nos melhores quanto nos piores dias. Sou grata pelo apoio e pelo amor, e mais grata ainda por ter o Lucas só para mim. Essa é a minha história de amor preferida.

Por Jaqueline, namorada do Lucas

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