Depoimento

Uma história de superação e vitória pela erradicação da fome.

anchieta-depoimento-iolanda-funy

Natural de Guiné-Bissau, Iolanda Funy concluiu o curso de Engenharia de Alimentos no Brasil e agora pretende mudar a realidade do seu País

A fome é um problema que ainda mata milhares de pessoas no mundo. No continente africano, essa é uma realidade de diversos países que vivem em situação de miséria extrema. Esse cenário não foi um percalço para que a jovem Iolanda Funy atravessasse o oceano em busca de uma nova realidade, uma busca por um agente transformador que pudesse melhorar a sua vida e aguçar os seus sonhos.

Foi a educação que deu essa guinada na vida da africana. Iolanda acaba de concluir o curso de Engenharia de Alimentos, no Centro Universitário Padre Anchieta de Jundiaí. Bolsista 100%, a engenheira relata uma história de sofrimento antes de comemorar a entrega do diploma recebido nesta semana. “Eu nunca teria a oportunidade de fazer faculdade em meu País. Somente os ricos conseguem ter acesso ao Ensino Superior. Além disso, temos pouquíssimas instituições de ensino, dificultando ainda mais o acesso dos jovens à graduação”, destacou.

Além de encontrar dificuldades em estudar e ter uma profissão, Iolanda tinha o sonho de ajudar a erradicar a fome em Guiné-Bissau. Para a jovem, assistir ao desespero de milhares de crianças por água e comida foi um episódio que ela pretende mudar. “Voltei pra lá nas férias e me desesperei. Crianças sem nenhum tipo de alimento, pedindo pão para o café da manhã, leite, arroz. Eu só conseguia chorar. Fiquei de mãos atadas”, lembrou Iolanda.

A partir dessa realidade, Iolanda decidiu pelo curso de Engenharia de Alimentos deslumbrando uma oportunidade de facilitar o acesso da população de Guiné a produtos de baixo custo. “O problema por lá é a falta de produção. Temos que importar tudo, a preços exorbitantes. Consegui criar, aqui na Faculdade, um cookie com bagaço de caju, uma fruta que existe em abundância no meu País. Mão de obra é outra coisa que não falta”.

Com essas pesquisas concluídas, a jovem engenheira busca, agora, o apoio de empresas brasileiras e parceiros para levar alguns equipamentos para Guiné-Bissau, o suficiente para iniciar a produção de biscoitos. “Em um primeiro momento, eu gostaria de começar com uma padaria, vendendo produtos a um preço muito baixo. É possível fazer isso, e já estou fazendo alguns contatos em todo o Brasil. Tenho pessoas interessadas em me ajudar e sei que vou conseguir melhorar a qualidade de vida de meus irmãos”, enfatizou.

DEIXE UM COMENTÁRIO

*

*