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Estudantes do UniAnchieta participam do projeto Zika Vírus

O projeto é realizado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí com o objetivo de acompanhar o desenvolvimento das crianças nascidas no Hospital Universitário de Jundiaí durante o surto de Zika Vírus na região

Desde o início deste ano, a professora Tathiana Ghisi de Souza, estudantes do curso de Fisioterapia do UniAnchieta e o mestrando em Fisioterapia Eduardo Bagne participam da equipe do projeto Zika Vírus – Coorte Jundiaí, realizado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí.

O projeto consiste no acompanhamento de mulheres e seus filhos nascidos no Hospital Universitário de Jundiaí durante o surto de Zika Vírus na região. Esses pacientes recebem toda a assistência multidisciplinar de forma gratuita. Os bebês que apresentam qualquer tipo de alteração no desenvolvimento são encaminhados para a Clínica da Saúde do UniAnchieta, onde recebem atendimento gratuito para o tratamento de estimulação precoce. Além disso, estão sendo desenvolvidos estudos para o melhor conhecimento das consequências da infecção pelo vírus e dos riscos para os recém-nascidos.
Segundo a professora Tathiana, “os alunos do Centro Universitário Padre Anchieta têm a oportunidade de participar de um projeto atual de benefício à comunidade, vivenciando e aprendendo a importância da participação do fisioterapeuta na avaliação e tratamento de bebês, assim como desenvolvem o olhar clínico diante das situações atípicas e aprendem sobre o desenvolvimento motor infantil.”
A estudante Renata Mizani relata: “no semestre passado, quando fui convidada para participar desse projeto, eu não tinha muito conhecimento a respeito de que se tratava, mas aceitei simplesmente por saber que iria ser uma nova experiência. Assim, fui pela primeira vez apenas como ouvinte, tive a oportunidade de assistir e conhecer cada parte do projeto e do mutirão, e pude entender melhor do que se tratava.
Agora, quanto mais eu participo desses mutirões, mais eu me surpreendo com o projeto. A maioria das famílias é de baixa renda e conta com esses mutirões para tirar suas dúvidas sobre a saúde e desenvolvimento de seus filhos, principalmente as famílias de crianças com microcefalia ou alguma outra alteração do desenvolvimento. Como estudante, ainda não realizo avaliações, mas contribuo com a organização do consultório e dos prontuários, dando a assistência necessária durante a avaliação, preenchendo fichas, além de ter a oportunidade de observar meus professores e de participar do atendimento da família, momentos que considero de extrema importância, pois contribuem muito para o meu entendimento da profissão como um todo. Durante os atendimentos, pude associar os temas das aulas com a realidade, o que me ajudou durante os estudos. Considero que tenho uma boa relação com os demais profissionais da saúde que participam dos mutirões. Todos me tratam e conversam comigo como se eu já fosse um profissional formado e esperam que eu responda à altura, o que me faz ter um diálogo, pensamento e ação cada vez mais profissionais. Sinto que essa oportunidade me deixou mais preparada para o estágio da faculdade, já estou familiarizada com o método de avaliação usado e tenho o exemplo de conduta e postura de um fisioterapeuta diante a família do paciente. Por mais que não seja obrigada a comparecer a todos os mutirões, faço tudo para estar o mais presente possível, uma vez que vamos criando vínculos com os pacientes; eles nos esperam lá, chegam com histórias e problemas diversos, e me tratam como uma fisioterapeuta formada, esperando uma solução profissional. Além de todos os momentos de aprendizado já citados, a participação no mutirão me trouxe a oportunidade de realizar um projeto de iniciação científica, no qual irei pesquisar sobre o conhecimento dessas mães sobre o desenvolvimento de seus filhos, projeto que considero de grande importância para meu desenvolvimento acadêmico e profissional”.

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